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・悪い・

October 23rd, 2008

09:55 pm - Suitcase

He was an young boy - my child - wearing winter clothes & I was wearing a black suit and a black hat. The sky was dark, as always in that city. I liked the snow falling on the trees, even seeing it from over 20 years. Beside of my son, I felt the presence of my wife, Amelia. She disappeared about one week ago and, because of my non-acceptance of her disappearance, I was walking by the entire city. The boy was less disturbed than me, because he thought Amelia were traveling. Well. We were walking through a street and I stopped in front of a shop of old clocks and so he did, but he didn’t look at the clocks. This shop was known as Blind Alley’s Clock, just because of the blind alley on the side of the shop.“Hey mister”, my son said, pulling my blouse. “Hey... mister”. Then he started saying whatever it was while looking to the end of the blind alley. He ran. And he called. Once. Twice. Three times. And then, I saw. He was holding a girl, that girl of my eyes. Adorned by the blood, my beloved Amelia was there. Her eyes were opened and empty. Her ruby lips were waiting until she could speak all the words she would never more pronounce. Her hair, once brilliant, were all auburn. She was in the silence. In the first time of our entire life I couldn’t accept her silence.

 Because she was gone.

 And she would never come back.

 

Amelia. I tried to scream. I could just walk until being at her side. I could just sitting and looking. I was so much like her eyes: there was nothing inside. There wasn’t what to feel anymore. And I wanted to cry, indeed. But I couldn’t. I forgot how to cry and I didn’t want to remember, because I knew that once I did that I would not stop.

 

The black sky. This is the much it makes me remember you.

 It really... amazes me seeing how much  we could separate ourselves.

How much you... act like you don’t know me.

The black silence. Please just don’t.


(I wrote that some time ago and I still don't know if I should show this to someone.)

10:01 pm - there are prettier ways to die.

[three-times-in-once]

Não pensa em mim, assim, como me vê

Sou pena rígida, acredita?

porque do lado de fora pareço

essa mistura de quem fui e quem serei,

porém por dentro só resta o que eu sou.

E este pouco que resta leva para todos

Essência de quem não conhecem.

Talvez incomode uns e outros

e, quem sabe, seja a inspiração para alguns, mas

menina!, sabia que andei pensando em você?

Não escolho em quem penso, quando

vou “ver” já está aqui, rodopiando o meu andar.

Acredita?!, eu cada vez mais próximo do meu sonho,

sem saber alcançar o teu.

E disseram-me pra deixar pra ti o que é o teu caminho,

o teu andar,

mas como eu poderia imaginar que a garota que eu criei

já existia? Eu só descobri quando pude te conhecer.

Por isso que acho tanto que sonho teu é meu.

Acredita?

Tudo isso uma obra de arte

tirada de Não Sei Onde

que costumo freqüentar,

essência de quem fui. Essência de quem serei.

Criação de quem sou. Pode acreditar.

---x---

não tenho mais forças!

 

se como açúcar, dizem-me o sal

se como o sal, era a vez do açúcar

e tomo café e tomo água e

tudo isso está errado

 

se vou a cinema, recomendam-me o anfiteatro

se vou ao anfiteatro, era época de trancar-me em casa

e dou uma volta e me vejo sozinho

e todo o resto está errado

 

eu não agüento mais!

 

se quero me divertir, é hora de trabalhar

se necessito trabalhar, as fábricas estão a falir

e quero colo e quero descanso

e quero sossego mas não quero paz

 

ai pelo amor que tu me tens

me tire deste mundo louco

e me faz favor

de endireitar essas pessoas!

 

todas elas estão perdidas!

é tanta gente sabendo o que fazer

que ninguém mais desvenda para onde ir

 

enquanto isso

vou-me arrumando

para o chá das seis

e com licença que

recomendaram-me

uma outra explicação.

---x---

“Vai descansar, tira os olhos daí e dorme cedo”, disse-me, “tu és forte mas tudo que é forçado demais quebra”. “É”, concordei. “Então tiro os pés daqui e vou pra cama, que é minha e que descanso”, “Sim, isso”. Mas quem me disse, tu, não sabe que a boa hora para mim é estar contigo, que eu cansaria o máximo e refazia para te ver. “Então descansa, descansa”, disse-me, “Descansar de quê”, indaguei, “Não sei, teus problemas, sai desse computador e não volta até o amanhecer”, “Faço minha parte, eu tento”, esquivei-me. “Tentar não é sempre o suficiente”, disseste tão insistentemente. “Não, então me diz o que é”, “É tudo suficiente”, “Explique-me agora, deixe claro os parágrafos que não entendi”. “Assim, tudo é suficiente, não entende”, “Não, repito, digas-me o que significa”. “Tu és suficiente, o bastante não é além de você para mim”, “Bonitas palavras não me salvam”, “Não desejarias me amar”, perguntou-me e virou-se contra mim. “Pretendo, mas agora já nem sei se me salva”, “Salvar de quê”, e voltou-se para mim. “Te perguntei e não me respondeu, e disseste-me para descansar”. Mas não terminei. Aquele parágrafo ficou contigo nas imarcescíveis desculpas de nós dois. Um beijo. Teu e meu e só.


 

 




 

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